Ameaças de Trump à Groenlândia colocam Otan em situação de risco Administração de Trump gera tensão na aliança militar após advertências de compra e anexação da região autônoma, controlada pela Dinamarca
Administração de Trump gera tensão na aliança militar após advertências de compra e anexação da região autônoma, controlada pela Dinamarca
Cidade News Internacional Ameaças de Trump à Groenlândia colocam Otan em situação de risco
Administração de Trump gera tensão na aliança militar após advertências de compra e anexação da região autônoma, controlada pela Dinamarca
Para a Europa, o retorno de Donald Trump à Casa Branca tem sido uma fogueira de certezas. A ameaça de sua administração de anexar a Groenlândia, uma parte autônoma da Dinamarca, mergulhou a Otan em uma situação sem precedentes: uma aliança baseada na defesa coletiva – onde um ataque a um é um ataque a todos – agora enfrenta a perspectiva de que um membro possa atacar outro.
A Casa Branca afirmou essa semana que o presidente está "discutindo uma série de opções" para adquirir a Groenlândia, deixando claro que o uso militar dos EUA não está descartado.
Se os EUA optarem por atacar militarmente outro país da Otan, então tudo para, incluindo a própria aliança militar e, consequentemente, a segurança que foi estabelecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial."
Outros líderes europeus, no entanto, têm se mantido em silêncio, ao menos publicamente, por uma razão incômoda: os EUA podem não ser mais um aliado confiável da Europa, mas por enquanto continuam sendo necessários.
Com a Europa precisando do apoio militar e diplomático dos EUA para conter a Rússia, as renovadas ameaças de Trump contra a Groenlândia a colocaram em um dilema: como manter o país liderado por Trump fora da Groenlândia, mas investidos na Ucrânia?
Inseguranças com relação à Ucrânia
Essa tensão ficou evidente em Paris esta semana, quando representantes de 35 países, incluindo os EUA, discutiram como garantir a segurança pós-guerra da Ucrânia em caso de um acordo de paz com a Rússia.
Embora a reunião tenha transcorrido tranquilamente e levado a compromissos concretos, a cordialidade foi abalada por questões desconfortáveis em uma coletiva de imprensa sobre o assunto.
"Sei que há relutância em falar sobre a Groenlândia hoje, mas que valor têm esses compromissos (de segurança dos EUA) no mesmo dia em que, nos mais altos níveis do governo em Washington, estão falando sobre tomar o território de um país integrante da Otan?" perguntou um repórter ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer.
Starmer desviou da pergunta, apontando para uma declaração anterior de solidariedade com a Dinamarca. O presidente francês Emmanuel Macron também evitou responder a uma pergunta similar.
Ao lado do enviado especial americano Steve Witkoff e do genro de Trump, Jared Kushner, os líderes do Reino Unido e da França não quiseram criticar os Estados Unidos por suas ameaças contra a Dinamarca, temendo comprometer o envolvimento de Washington
Os líderes europeus foram repreendidos pelo vice-presidente americano JD Vance em Munique, hostilizados por Elon Musk nas redes sociais e acusados na Estratégia de Segurança Nacional do governo Trump de "violar princípios básicos da democracia" para suprimir os partidos "patrióticos" defendidos por Washington.
A União Europeia também aceitou uma tarifa de 15% sobre seu comércio com os EUA.
Embora muitos peçam que a Europa adote uma postura mais firme contra os Estados Unidos, o continente não tem influência suficiente para fazê-lo, afirmou Mujtaba Rahman, diretor-gerente para a Europa do Eurasia Group, uma consultoria de risco político.








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