Sheinbaum reafirma a posição do México após a prisão de Maduro: 'Intervenção nunca trouxe democracia'
Reprodução: Cidade News Brasil Sheinbaum reafirma a posição do México após a prisão de Maduro: 'Intervenção nunca trouxe democracia'
"Para o México, a soberania e a autodeterminação não são opcionais nem negociáveis",
O México é uma nação livre, independente e soberana, e nenhum governo estrangeiro tem autoridade para violar nossa soberania”,
Mantendo a posição histórica do país, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum rejeitou publicamente a detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro após uma operação secreta dos EUA na Venezuela.
Desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo em janeiro de 2025, Sheinbaum reafirmou repetidamente sua oposição a qualquer forma de intervenção estrangeira, particularmente no México, em meio à pressão constante do governo Trump relacionada aos esforços para conter o tráfico de drogas para os Estados Unidos.
Em uma de suas coletivas de imprensa matinais diárias, Sheinbaum afirmou que a posição do México permanece inalterada.
"À luz dos recentes acontecimentos na Venezuela, onde o governo dos Estados Unidos realizou uma intervenção direta que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, bem como na perda de vidas humanas, o México reafirma um princípio que não é novo nem passível de interpretação", disse ela. "Rejeitamos categoricamente a intervenção nos assuntos internos de outros países."
Pouco depois da divulgação da notícia sobre a operação dos EUA e a prisão de Nicolás Maduro, o governo mexicano emitiu um Comunicado Oficial pedindo o estrito cumprimento do direito internacional e instando as Nações Unidas a agirem imediatamente para ajudar a reduzir as tensões, promover o diálogo e buscar uma solução pacífica.
Em 9 janeiro, Sheinbaum invocou a história da América Latina, argumentando que a intervenção estrangeira tem falhado consistentemente em produzir resultados positivos.
"A história da América Latina é clara e inequívoca. A intervenção nunca trouxe democracia, nunca produziu bem-estar e nunca garantiu estabilidade duradoura", disse ela. "Somente os próprios povos podem construir seu futuro, escolher seu caminho, exercer soberania sobre seus recursos naturais e definir livremente seu sistema de governo."
Sheinbaum enfatizou que o México não apoiará ações que envolvam interferência nos assuntos internos de outras nações, ressaltando que a abordagem de seu governo prioriza a resolução pacífica de conflitos.
"Para o México, a soberania e a autodeterminação não são opcionais nem negociáveis", acrescentou. "São princípios fundamentais do direito internacional e devem ser respeitados em todos os momentos, sem exceção. A ação unilateral e a invasão não podem ser a base das relações internacionais no século XXI. Elas não levam nem à paz nem ao desenvolvimento."








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